Deputado Carlos Lula

Carlos Lula denuncia poluição do ar em São Luís e propõe projeto para monitoramento ambiental

Texto: Benaya Ewerton
Foto: Ilano Lima

 

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) fez um alerta preocupante nesta terça-feira (25) sobre a qualidade do ar em São Luís. De acordo com o parlamentar, a poluição atmosférica na capital maranhense atingiu níveis perigosos em 2023 — superando em mais de 900 vezes o limite de emergência recomendado por órgãos de controle ambiental.

“Em alguns momentos, o nível de dióxido de enxofre (SO₂) chegou a 9.392 microgramas por metro cúbico em apenas 24 horas. O limite recomendado é de 40 microgramas por ano. Só para comparar, São Paulo registrou apenas 12 no mesmo período”, explicou Carlos Lula, citando dados do Movimento em Defesa da Ilha.

A organização reúne moradores, pesquisadores e ativistas que monitoram a situação ambiental da Grande Ilha. Segundo o deputado, os dados foram obtidos com base nos relatórios da própria Secretaria de Meio Ambiente (Sema).

Carlos Lula lembrou que respirar ar poluído afeta diretamente a saúde da população. “Parece invisível, mas o ar é o recurso mais essencial que temos. Quando ele está poluído, todo mundo sofre: as crianças, os trabalhadores, os idosos. Isso diminui a qualidade de vida e sobrecarrega o nosso sistema de saúde”, disse.

O deputado ressaltou que cidades no mundo inteiro que ignoraram a poluição pagaram caro por isso: com mortes evitáveis, hospitais lotados e doenças respiratórias que se arrastam por gerações.

Projeto de Lei

Para enfrentar o problema, Carlos Lula anunciou a criação de um Projeto de Lei que pretende modernizar e ampliar a rede de monitoramento da qualidade do ar no estado. A ideia é garantir que os dados estejam sempre atualizados e sejam divulgados com total transparência para a população. Além disso, o parlamentar vai solicitar uma audiência pública para ouvir o governo, representantes da sociedade civil e empresas instaladas na região.

Outro ponto que preocupa o deputado é o fato de que as estações de monitoramento ficaram 170 dias sem funcionar em 2024. “Vou solicitar a Secretaria de Meio Ambiente esclarecimentos sobre os dias em que as estações de monitoramento ficaram inoperantes. Não podemos mais aceitar que a saúde do povo maranhense seja sacrificada em nome de um desenvolvimento que não leva em conta a sustentabilidade e a qualidade de vida”, finalizou Carlos Lula.

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